
Dito no Papel por Ana Pedrosa:
Fê-lo no final de uma viagem de férias estivais no Alentejo, com a mulher e os três filhos, num regresso à Bretanha pelas estradas mais longas e improváveis. “É quando nos perdemos, que encontramos as coisas mais interessantes” há de dizer-me nesta primavera instável de 2013, 86 regressos depois da viagem inaugural.
Naquele agosto soalheiro, ao passar pelas aldeias de pedra recolhidas entre as fragas graníticas, ao deparar com pessoas que preservavam um modo de vida ancestral mas feliz, soube que tinha de voltar. Passados poucos meses, no pico do inverno, instalou-se na aldeia de Negrões, situada a poucos quilómetros de Montalegre, “numa casa modesta, sem eletricidade, muito fria”. Seria a partir daí que, ao longo das estações, haveria de documentar rituais que se vão tornando raros: ceifas e debulhas em reuniões alegres, o uso de fornos comunitários, a matança do porco. Isto numa altura em que as escolas ainda se enchiam com as brincadeiras das crianças, protegidas da neve por capas de burel e croças de palha. Aí começou “um compromisso a longo prazo, uma descoberta, uma aventura humana que nos levou muito longe” – é Christine Dussaud, quem o escreve, no prefácio ao livro Crónicas Portuguesas, editado pela Assírio & Alvim.





Visto por María Sueiro.

Tiven a sorte de atoparme cunha exposición monográfica deste autor cando visitei o pequeno pero fermoso Museo da Imagem de Braga xa fai anos. Fiquei abraiado con estas fotografías.
Estos traballos fotográficos amosados son unha marabilla.